FEDERAL DO PARÁ MODERNIZA REDE DE CAMPUS

Atualização do Backbone com tecnologia da Extreme Networks irá suportar serviços avançados de comunicação, ensino e pesquisa

A UFPA (Universidade Federal do Pará) está renovando uma das redes de comunicação de dados abrigadas em seu principal campus, situado em Belém (PA). O objetivo do projeto é criar uma infra-estrutura totalmente baseada em IP (Protocolo Internet) mais robusta, funcional e segura, a fim de apoiar uma ampla gama de aplicações de ensino, pesquisa e extensão que demandam altos níveis de disponibilidade e desempenho.

Mais precisamente, o backbone que está sendo modernizado interliga 45 prédios do Campus Básico, o qual congrega numerosas faculdades e laboratórios. Este campus e o Campus Profissional são os dois espaços que, juntos, constituem o grande Campus de Guamá na capital paraense.

Coordenada pelo CTIC (Centro de Tecnologia da Informação e Computação), órgão gestor de TI da Universidade, a empreitada visa substituir toda a antiga malha de fibras ópticas, instalar novos switches e planejar e concretizar a prestação de serviços calcados na infovia remodelada, que foi batizada internamente de Darwin.

Na primeira etapa do projeto, iniciada em 2007 e concluída em 2008, foram adquiridas e implantadas as soluções de cabeamento óptico. Em termos de arquitetura, a partir das instalações do CTIC, 20 anéis de fibras hoje se espraiam pelo campus, cobrindo todos os 45 edifícios previstos (cada anel pode guarnecer mais de um prédio).

Também no ano passado, foi realizada a licitação para aquisição de switches, vencida pela Extreme Networks. Foi então comprado um lote de 45 unidades do modelo Summit X150, uma para cada prédio, além de uma unidade do modelo Black Diamond 8806, de porte maior, destinado a centralizar a operação da rede na sede do CTIC, interconectando todos os anéis e demais equipamentos.

De acordo com Raniery Pontes, analista e consultor de TI contratado para efetivar o projeto, a oferta da Extreme Networks foi selecionada por ter sido a que apresentou a melhor relação custo-benefício entre os concorrentes. “Fizemos exigências avançadas no que tange a throughput, funcionalidades, segurança, gerenciamento, coleta de estatísticas, medição de tráfego e adequação às topologias de anel. A fabricante atendia a todos esses requisitos oferecendo ao mesmo tempo o melhor preço”, nota ele.

Em janeiro deste ano, antes de se implementar a plataforma, os responsáveis pela iniciativa, com o apoio da equipe de engenheiros da Extreme Networks, delinearam os passos seguintes a serem trilhados. Conforme explica Pontes, “foi elaborado um primeiro levantamento das funcionalidades disponíveis, apontando-se as que de fato serão utilizadas e a melhor forma de aproveitá-las nas aplicações”. No que se refere aos legados, a intenção era a de realocar os melhores componentes da rede antiga para desempenhar funções acessórias na rede Darwin.

No momento, estão em curso as tarefas de readequação da infraestrutura (eletricidade, refrigeração, etc) dos vários edifícios, para posterior acomodação dos switches adquiridos – até agora, 18 construções já se encontram aptas a recebê-los. O prazo para a conclusão do processo de migração está previsto para junho próximo.

“Dadas as dimensões da empreitada, o planejamento traçado prevê uma transição gradual e cautelosa para evitar qualquer descontinuidade na prestação de serviços à comunidade. Apesar da sofisticação dos equipamentos, a transição tem de ser o mais simples possível, afetando minimamente os usuários e trazendo vantagens, e não desvantagens”, salienta Pontes.

Outro foco de atenção vai no sentido de que as mudanças em andamento não interfiram na conexão da UFPA com outras redes como a MetroBel, que cobre a região metropolitana de Belém e engloba instituições públicas e privadas de ensino e pesquisa, e a RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa).

Cuidados à parte, o salto na capacidade de tráfego da Darwin é significativo: se no ambiente antigo a maioria dos pontos operava a um limite máximo de 100 Mbps, agora todos eles contarão com 1 Gbps. Futuramente, a depender da necessidade de alguns perfis de usuários, poderão ser suportadas velocidades de até 10 Gbps.

Customização dos recursos

Contudo, muito mais do que pela maior rapidez na transmissão, a Darwin se destaca, segundo Raniery Pontes, pelo leque de funcionalidades ofertadas no suporte às aplicações e pelas ferramentas de gestão embutidas, reforçando a disponibilidade e o nível de performance. “A plataforma, por exemplo, permite criar scripts de interação com ela, estabelecendo dinamicamente caminhos pela malha de fibras”, observa o analista.

A multiplicidade de recursos, pormenoriza ele, possibilita o provimento de mais e melhores serviços e a formulação de políticas de atendimento customizadas para as mais distintas demandas das unidades e departamentos da UFPA, ligadas ao ensino, à pesquisa e à administração. Aliás, está sendo efetuado atualmente um trabalho de identificação de grupos de interesse para que os serviços possam ser desenhados e sejam alocados os recursos imprescindíveis ao seu fornecimento.

Assim, além da conectividade padrão com a Internet, o backbone está sendo construído para suportar aplicações complexas, típicas do meio acadêmico, mediante o emprego de recursos de QoS (Qualidade de Serviços), que efetivam a priorização do tráfego. Deste modo, a par dos serviços baseados em VoIP (Voz sobre IP), poderão ser contemplados os requisitos especiais impostos pela canalização de grandes volumes de informações. “Os departamentos de física e de biologia, por exemplo, promovem trocas pesadas de dados com outras instituições, dentro e fora da Universidade”, ilustra Pontes.

Os serviços de videoconferência, que por sinal já são utilizados hoje, terão seus benefícios potencializados no que diz respeito à capacidade e à qualidade da comunicação. E as funcionalidades que estão sendo aportadas darão guarida a aplicações sofisticadas de educação à distância e de telemedicina.

Já no ano que vem, revela o consultor, com o acréscimo de novos equipamentos, a Darwin poderá ser acessada por dispositivos wireless (sem fio). Indo mais adiante, a infraestrutura da Extreme Networks está apta também a ancorar o conceito de multisserviço (integração plena da transmissão de dados, voz e vídeo), além de serviços avançados como o de IPv6 e multicast (envio de informações a vários destinatários simultaneamente) para aplicações específicas.

Redundância e segurança

Em face da criticidade do ambiente, a ênfase na obtenção de redundância pode ser constatada pela introdução de alguns procedimentos e recursos básicos no backbone. A topologia em anel da malha óptica já assegura, por si só, a continuidade do tráfego de dados, garantindo-se que a rede não seja particionada por um único corte do cabo.

“A nova topologia pode ser definida mais exatamente como uma ‘estrela de anéis’, ou seja, existem múltiplos anéis saindo do CTIC e cobrindo partes do Campus Básico”, assinala o analista. Em contraste, a infovia antiga tinha arquitetura de estrela simples, com fibras multimodo direcionadas para cada prédio atendido.

De seu lado, o switch central, além do chassi modular, possui módulos, fontes e controladores com total redundância. “Sem mencionar que as soluções da Extreme Networks incorporam o padrão EAPS (Ethernet Automatic Protection Switching), que possibilita rápida recuperação de falhas, caindo como uma luva para estruturas redundantes”, frisa Pontes. Para efetuar uma gestão geral de todo o parque de switches, será utilizado o  software  EPICenter, ferramenta capaz de elaborar relatórios diversificados para subsidiar o trabalho dos administradores.

Do ponto de vista da confidencialidade das informações, afirma o consultor, o CTIC está reforçando os mecanismos de controle da Darwin na prevenção de invasões e demais ações de usuários maliciosos. “Empregaremos dispositivos de autenticação de máquinas, de sorte que somente as que estiverem cadastradas acessarão a rede. E vamos coletar os dados dos switches, analisando os fluxos nas portas, para identificar pró-ativamente ameaças potenciais”, informa ele.

Fazendo-se então um balanço de tudo o que foi realizado até o presente, o backbone que está sendo erguido “já configura um expressivo avanço em comparação com o que existia anteriormente, pelo elenco de funcionalidades, pelo instrumental de gestão e pela maior capacidade de tráfego que temos agora à disposição”, conclui Pontes.

Sobre a Extreme Networks, Inc.
A Extreme Networks oferece redes convergentes que transportam dados, voz e vídeo para empresas e provedores de serviços. As soluções de rede da companhia oferecem comutação com alto desempenho e alta disponibilidade para maior abrangência e controle, permitindo que os usuários respondam aos atuais desafios da comunicação corporativa.  Presente em mais de 50 países, a Extreme Networks oferece LANs seguras com e sem fio, infraestrutura de data center e soluções de transporte Ethernet para provedores de serviços, complementadas por uma rede mundial de atendimento e suporte ininterruptos. Para obter mais informações acesse: http://www.extremenetworks.com


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