Por
Leonardo Bon*
Até bem
recentemente, a posse de um grande
legado de tecnologia se constituía
em grande vantagem para as operadoras
tradicionais (um dia chamadas "incumbentes"),
em relação aos players "entrantes".
Contudo, em face das facilidades
e flexibilidade das novas tecnologias,
as operações de adaptação
do legado para o novo ambiente
de serviços já vão
se tornando reflexos de uma visão
excessivamente dogmática.
Os novos patamares tecnológicos atingidos pelo padrão Ethernet
e o forte empuxo da tecnologia de fibras, por exemplo, comparecem neste cenário
para apontar a estratégia de MANs (Metropolitan Area Networks) como
parte indispensável das novas políticas de competitividade das
operadoras e provedores.
Na verdade, já em meados da década passada, o modelo ATM deu
um primeiro impulso a projetos nesta linha, com sua bem sucedida promessa de
convergir dados, voz e vídeo.
Porém, o fato é que, mesmo bem combinados em excelentes soluções
de serviços; nem as redes tradicionais SONET/SDH, nem o ATM, puderam
acompanhar a drástica necessidade de redução de custos
que a nova competitividade instaurou.
Redução de custos que, ao contrário já é oferecida
pela enorme disponibilidade de fibras, cujo investimento inicial já foi
absorvido e cuja capacidade de tráfego ainda está por ser explorada.
Se, no passado, a implementação de Metro-LANs dependida de caras
linhas alugadas;hoje, as evoluções do padrão Ethernet
já permitem a criação de ambientes de serviço público
de alta qualidade em Metro-LANs sobre linhas de baixo custo.E considerando
o Ethernet como o padrão de fato das LANs, é natural que, o usuário
corporativo fuja das múltiplas conversões e dê preferência
por conectar suas Metro-LANs usando protocolos "nativos".
Restrição do
legado SONET/SDH:
Projetada nativamente para voz,
a infra-estrutura SONET/SDH apresenta
particular dificuldade na conexão
com novos dispositivos do mundo predominantemente
de tráfego de dados. Em contraste,
as novas gerações de comutadores
de alta velocidade, são capazes
de oferecer a mesma magnitude de serviços
das redes convencionais, a custos incomparavelmente
menores.
A ineficiência da estrutura SONET/SDH para o tráfego não
uniforme compromete, por exemplo, o seu desempenho para a oferta de serviços
IP, que hoje são uma inegável exigência do mercado.
Entre as desvantagens destas redes legadas SONET/SDH, no atual cenário,
está ainda a operação por ciclo de tempo, totalmente inflexível
e inadequada para um ambiente não uniforme, que exige novas formas de "billing" para
serviços como VPNs, web hosting, co-location ou aplicações
de outsourcing.
Se é com razão considerada altamente protegida, a arquitetura
SONET/SDH tipicamente faz uso de um segundo par de fibra para garantir a recuperação
em questão de milisegundos.
Mas já é possível hoje obter este mesmo nível de
segurança em GB-Ethernet, através de espelhamento, usando o tráfego
bidirecional, sem a exigência de uma fibra extra. Além disto,
as novas funcionalidades do Multi-Protocol Label Switching (MPLS) permitem
estabelecer múltiplos pontos de proteção crítica,
com comutação imediata em caso de falhas.
Novos algoritmos de recuperação estão preparados para
agir nesta tecnologia em apenas 50 milisegundos, o que representa, de fato,
a superação dos últimos argumentos em favor da SDH/SONET.
Resumindo, se a proteção do legado, até outro dia mesmo,
representava a preservação do investimento e manutenção
da vantagem nativa; hoje, o avanço e disseminação das
tecnologias de conexão local em alta velocidade significam, de fato,
um ambiente completamente novo. E tudo indica que, aos poucos, este mundo vai
se tornando inóspito para as tecnologias legadas.
*Leonardo Bon é diretor
regional da Extreme Networks para a
América Latina - lbon@extremenetworks.com
Sobre Extreme Networks:
Sediada em Santa Clara, Califórnia,
a Extreme Networks oferece soluções
de switching para rede em mais de
50 países.
A sua linha de produtos inclui equipamentos
que permitem montar infra-estrutura
e aplicações
de banda larga de forma simplificada
e com melhor relação custo/benefício.
A tecnologia Extreme, baseada em
protocolo IP e Ethernet, as mais
difundidas no mundo, vem sendo largamente
empregada em missão
crítica e grandes projetos de escala
industrial como os dos provedores
de serviços,
data centers, redes metropolitanas,
redes de provedores de conteúdos,
co-locations e equipamentos de hosting,
e-business e grandes empresas.
Outras informações no site www.extremenetworks.com.
Extreme
Networks
Av. Roque Petroni Jr., 999 - 13º andar-
Morumbi
São Paulo - SP CEP. 04707-910
TEL.(11) 5185-2797/ FAX. (11) 5185-2389
- brasil@extremenetworks.com
www.extremenetworks.com
Press Consult - (11)
3865 - 8555
Jornalista: Eustáquio Moreira
pressconsult@pressconsult.com.br |