*Por Francisco Camargo
Da mesma forma que no comércio
real, no varejo eletrônico aumentar
o faturamento é uma preocupação
permanente. E, como sabemos, existem apenas
duas maneiras de incrementá-lo:
aumentar o tráfego (número
de visitantes) ou a TCV - Taxa de Conversão
de Vendas, que é o número
de compradores dividido pelo número
pessoas que entraram na loja ou site em
um determinado período de tempo.
Para se ter uma idéia desse índice
no mundo virtual, a taxa de média
de conversão citada no site www.shop.org.br,
que reúne vários dos principais
varejistas eletrônicos dos EUA, é de
1,8%, ou seja, menos de dois em cada cem
visitantes compram.
Ora, a oferta na internet é variadíssima
e o meio eletrônico propicia a divagação/navegação
e o aumento da concorrência a baixo
custo. Desta forma, canalizar parte do
imenso fluxo de consumidores que tenham
potencial de compra e ainda estejam no
perfil da webloja, não é tarefa
para amadores. É preciso, primeiro,
conhecer muito bem esse meio, que é etéreo
e dinâmico; conhecer quase que intimamente
seu público e, também, vencer
a resistência de muitos, motivar
visitas, ser atrativo para garantir a permanência
dos visitantes e por aí vai.
Na loja convencional, quase sempre o tráfego é uma
função da localização
e do marketing. Promoção
de vendas, campanhas, tudo é feito
para aumentar o tráfego, que pode
ser medido por meios automáticos
(sensores, câmeras, contadores) ou
manuais. Essa medida permite conhecer,
ainda que grosseiramente, o impacto das
campanhas de marketing e a eficácia
dos anúncios no tráfego da
loja. A taxa depende quase sempre do gerente
e da sua equipe, da forma como abordam
e tratam os visitantes, disposição
dos produtos e layout da loja.
No mundo on-line, as coisas são
um pouco mais sofisticadas. Aumentar o
número de visitantes também é função
das campanhas de marketing, mas aumentar
a TCV é função do
webmaster. Já que o contato humano
não é possível, persuadir
o visitante fica a cargo desse profissional
- o que não tem acontecido hoje,
pois os próprios Webmasters ou Webmarketeers
não sabem que a sua principal atividade é a
presuação. Porém,
no mundo virtual, graças a sofisticados
softwares de métricas, as informações
estão disponíveis. É possível
saber não somente porque e como
o cliente chegou até o carrinho
de compra e ao checkout, mas também
porque desistiu, com razoável índice
de certeza.
A sofisticação tecnológica
do mundo virtual trouxe também novos
formatos de divulgação, como
o e-mail marketing, em que é possível
saber o índice de abertura dos mesmos
bem como de sua propaganda em sites de
busca. Embora tenhamos perdido o contato
humano, graças à tecnologia
(CRM - Gerenciamento de Relacionamento
com o Consumidor e VRM - Gerenciamento
de Relacionamento com o Visitante) estamos
voltando ao início do século
XX, quando o dono do armazém conhecia
todos os seus clientes e conseguia oferecer
o produto que acabou de chegar ou aquele
que entendia que o cliente precisaria ou
compraria. Neste sentido a tecnologia nos
permitirá voltar ao armazém
da esquina, só que na nossa sala.
* Francisco
Camargo é engenheiro,
especialista em marketing de serviços
e presidente da CLM Software. E-mail: fcamargoarrobaclm.com.br.
Sobre a CLM:
A CLM Software, fundada em 1990, é distribuidora
especializada em soluções
voltadas para Gestão de Riscos,
Segurança da Informação,
Internet e eBusiness. A empresa representa
softwares e appliances líderes deste
segmento como a Stellent; SourceFire; WebTrends;
SpyDinamics ; Barracuda; Shavlik; WatchGuard;
NetIQ e ClearSight. Além disso,
presta serviços de consultoria,
instalação; suporte e help
desk para os produtos por ela representados.
Mais
informações:
CLM Software - Tel.(0__11-5052-4733)
www.clm.com.br
Press Consult - Tel.(0__11-3865-8555)
Contatos: Edilma Rodrigues Alves
e Laura Rabelo
pressconsult@pressconsult.com.br
|