APRISCO COMENTA ANIVERSÁRIO DO SOX

O Conselheiro da APRISCO – Associação Profissional de Risco –, Francisco Camargo, avalia que a Sarbanex Oxley (SOX), que completa cinco anos, é   dúbia. Se por um lado, ela ampliou a transparência das empresas, por outro, aumentou substancialmente os custos operacionais das mesmas. E sem uma evidência clara de que possa evitar, no futuro, outras fraudes contábeis como a da Enron, que deu origem à lei.

O presidente da CLM Software e conselheiro da APRISCO diz que embora a SOX atinja diretamente empresas que estão na bolsa de valores de Nova Iorque, a tendência é que as exigências afetem as empresas como um todo. “A empresa que quiser fornecer ou firmar parcerias com estas companhias terá que seguir o modelo”, comenta.

Camargo informa também que para o segmento de empresas de auditoria e consultoria a lei criou um campo novo, que possibilitou aumento significativo de receitas e lucros. Além disso, a lei americana não passou despercebida do mercado brasileiro. As filiais de companhias americanas instaladas aqui estão submetidas à mesma norma. Por outro lado, as grandes corporações do Brasil com emissão de debêntures e ações ou ADRs nos EUA também estão subordinadas à mesma norma.

Além disso, a regulamentação do Risco Operacional das instituições financeiras pela Resolução 3380 do Banco Central do Brasil tem conceitos muito semelhantes à SOX e consolida em instituições financeiras a necessidade de transparência, controles internos e compliance às normas. “Dessas regulamentações, ele ressalta que há a necessidade de identificar e mitigar os pontos de compromisso das empresas, o que passa principalmente pela área de TI”. Assim, o próximo desafio das empresas afetadas pela SOX é estreitar a comunicação entre estas duas áreas e organizar as estruturas de TI segundo ditames de segurança, baixa exposição ao risco e transparência administrativa.

Ainda segundo o conselheiro, se fosse aplicada ao poder judiciário, todos os documentos de um processo seriam escaneados, disponibilizados em formato digital para os advogados, com controle total de acesso, sem risco de perda, roubo, sabotagem e com a garantia de back up. Portanto, não só as empresas que podem sair ganhando com regulamentações desse tipo, mas toda a sociedade. “Na verdade precisamos de uma lei tipo SOX ou Resolução 3380 para os governos, em todos os seus níveis”, finaliza.


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